A venda de produtos de porta em porta pode parecer algo antigo mas ainda é uma atividade que emprega muita gente. Atualmente, é um dos mercados com maior crescimento. Os números chegam a impressionar: por todo os país estão espalhados mais de 12 milhões de vendedores autônomos que trabalham com o sistema de vendas porta-a-porta, e cada região com seu nicho próprio de trabalho e atuação. Para João Ribeiro, presidente da ANAVAPP (Associação Nacional de Vendedores Porta-a-Porta) e também presidente da empresa de cosméticos Nemawashi, a profissão ainda é procurada não só por causa da falta de vagas nas empresas e indústrias, mas também porque as pessoas estão em busca de seu próprio negócio e flexibilidade de horário. "Os vendedores hoje, principalmente na área de cosméticos, trabalham como consultores, atendendo de maneira personalizada. São profissionais altamente treinados, organizados e que trabalham com muito empenho para atingir ganhos que variam entre R$500 e R$ 2000 ao mês", diz Ribeiro. Ribeiro explica que as épocas de crise são as mais promissoras para esse tipo de ocupação e dá como exemplo a Argentina, que teve um crescimento de 13% nas vendas desse segmento. "Não sei bem como explicar, mas na minha área - cosméticos - acredito que isso aconteça porque as pessoas querem se sentir bem para sair a procura de emprego", esclarece.